Lp

Translate to your language

Total de visualizações de página

sábado, 2 de outubro de 2010

Localização do Jardim do Eden - Mesopotâmia

No livro de Gênesis (2.4-15), encontramos a referência exata onde está localizado o Jardim do Éden. Para muitos continua sendo uma ficção, mas para outros é a marca inicial da história da civilização, onde a humanidade se originou com a criação do homem adâmico. Em nenhum outro livro registra-se sobre este fato a não ser a Bíblia. Ali, Adão foi criado e viveu neste jardim preparado para sua habitação junto a Eva, sua mulher. Quando analisamos os mapas mais antigos conjuntamente com as Escrituras, é possível sim, localizarmos o provável local do Jardim do Éden. Existiam quatro rios, e um deles saía de dentro do Jardim e se espalhava e se convertia em quatro cabeceiras. Os nomes destes rios eram: Pison, Gion, Tigre (Chidékel) e o Eufrates (Perat). Devemos, no entanto analisar que: quando a Bíblia refere-se ao ponto ocidental e oriental, toma como referência geográfica, Israel. O Texto de Gênesis diz: “E plantou Deus um jardim no Éden, no oriente, e colocou ali o homem que formou”. Tomando como ponto de referência geográfica, quem fica ao Oriente são os países tais como: Jordânia, Arábia Saudita e Iraque e os outros do extremo oriente. Porém, não se pode esquecer-se de um detalhe, onde o próprio relato da Escritura não deixa dúvida. É a citação do nome dos rios, e dois deles ainda existem até hoje, com os seus mesmos nomes: o Rio Tigre e o Eufrates. O próprio Texto de Gênesis diz que o Rio Tigre é o que corre ao Oriente da Assíria, atualmente, a Síria. A partir daí podemos fazer uma correlação entre os países antigos e os atuais. Quando comparamos o Iraque atual com a Assíria Antiga podemos claramente ver que no mapa atual falta a parte sul da terra, onde foi submergida pelas águas do Golfo Pérsico. Comparando com os mapas antigos e atuais percebemos nitidamente que nos mapas atuais não mais existem os Rios Pison e o Gion, pois os mesmos eram quem regavam o jardim do Éden. Portanto, verificamos que os mapas atuais registram o nome dos Rios Tigre e o Eufrates. Sendo assim, podemos deduzir que a provável localização do jardim do Éden está mergulhada no local onde se encontra hoje o Golfo Pérsico. É importante observar que a cidade natal de Abraão, Ur dos Caldeus, não existe mais no mapa geográfico, já que a mesma ficava alguns quilômetros abaixo do Jardim do Éden. Se ela existisse hoje, seria a cidade mais antiga do mundo e há indícios de que também está mergulhada no Golfo Pérsico. No entanto, a cidade mais antiga do mundo, hoje, é Damasco.
(Isaías) 7.8) Mas a capital da Síria será Damasco, e o cabeça de Damasco, Rezim, e dentro de sessenta e cinco anos Efraim será destruído e deixará de ser povo.
Finalmente, o Jardim do Éden foi uma realidade histórica e geográfica, e não simplesmente ficção. A Bíblia, como sendo o livro mais antigo do mundo não falhou, quando deu a localidade do Éden ao oriente, e ainda a citação de rios que sobrevivem com seus nomes até hoje.

E também a história das civilizações relata como era aquela região provavelmente onde ficava o Jardim do Eden. Mostra indícios de uma região farta banhada pelas bacias desses rios que existem até hoje.

Há milênios atrás, as terras baixas e férteis das bacias dos rios Tigre e Eufrates foram a pátria de civilizações que envolveram uma sociedade urbana, rica e complexa. Estas civilizações foram salvas do esquecimento com a descoberta inesperada no século passado de bibliotecas completas em escavações arqueológicas. Milhares de tábuas de argila, inscritas com o sistema de escrita cuneiforme, estavam (e ainda estão) enterradas nas ruínas de cidades milenares, muitas destas tendo sido enterradas quando de saques ou incêndios a estes lugares. Cuneiforme vem do latim cuneos or cunha, uma vez que com um lápis ou caneta feito de junco, caracteres eram pressionados em tábuas de argila. Estas tábuas de argila, em geral secas ao sol e guardadas em estantes de madeira, em geral eram quase sempre queimadas quando uma cidade estava para ser destruída e seus tesouros roubados. Entretanto, argila não é algo valioso para os caçadores de tesouros e ladrões alguns séculos depois, e portanto, até pelo menos o século XIX da nossa era, as tábuas de argila eram deixadas intocadas e assim, salvas para nós e a eternidade. Quando tais tábuas de argila começaram a ter seus exóticos caracteres decifrados, elas revelaram um imenso legado de antepassados que haviam a longo tempo deixado de existir, mas cujas vidas, histórias, alegrias e tristezas, como passe de mágica, poderia começar a desfilar ante nossos olhos.

O ramo da ciência que lida com o estudo das civilizações antigas do Oriente Próximo chama-se Assiriologia, chamado assim em honra do Império Assírio, que foi o primeiro descoberto por arqueólogos franceses nas suas primeiras escavações. Este império agora é conhecido como o Novo Império Assírio, datado do primeiro milênio de antes da nossa era (cerca de 3000 anos atrás).

1. DADOS GEOGRÁFICOS

O termo `Mesopotâmia' é de origem grega, e quer dizer Terra Entre Rios. O nome é usado para as áreas banhadas pelos rios Eufrates e Tigre e seus afluentes, e que compreende as terras do Iraque, Irã e de parte da Síria de nossos dias. Ao sul da moderna cidade de Bagdad, as planícies aluviais destes dois rios eram chamadas de terras da Suméria e Acádia (Ácade) no Terceiro Milênio antes da nossa era, ou a cerca de 5.000 anos atras. Suméria é a região mais ao Sul, enquanto que a Acádia corresponderia à área próxima a Bagdad, onde os rios Eufrates and Tigre estão muito próximos um do outro. No Segundo Milênio antes da nossa era, as duas regiões juntas foram chamada de Babilônia, uma terra quase que totalmente plana. O território ao Norte, entre os rios Tigre o Grande Zab, é chamado de Assíria, e tem fronteira de montanhas.

Regiões Vizinhas: A região contendo a parte asiática da Turquia moderna chama-se Anatólia. Os países ao longo da costa do Mediterrâneo (os modernos Síria, Líbano, Jordânia e Israel) extendem-se para o Leste na direção do deserto sírio e ao Norte na direção da região que será chamada de Siria-Palestina. O Irã moderno é equivalente à Pérsia, e inclui a região sudoeste, que nos tempos antigos era chamada de Elam.

Uso dos rios pelo homem: Desde os tempos pré-históricos, o homem foi atraído pelos dois rios Tigre e Eufrates. O rio Tigre ou Idiglat, que em acádio quer dizer 'rápido como uma flecha', entrava a fundo na terra, mas era de navegação difícil e acidentada. O Eufrates, por outro lado, é caudaloso e regular, fazendo possível a navegação e a construção de canais para irrigação. As chuvas nas montanhas ao Norte possibilitam a agricultura, mas o mesmo não ocorria com as terras baixas da Babilônia, onde a precipitação é baixa e concentrada nos meses de Dezembro a Fevereiro, deixando a terra seca para o verão, quando de primaveras quentes. Sem irrigação, a agricultura seria impossível na região.

Mudança no curso dos rios e da costa: Nos últimos quilômetros ao longo do curso do Eufrates ao Sul, o fluxo cai em cerca de 10 metros. Isto quer dizer que o curso deste rio tem-se alterado de forma significativa ao longo do tempo. As ruínas de muitas cidades famosas da antigüidade, como Eridu, Ur, Nippur e Kish estão agora longe do Eufrates, mas no passado elas estavam situadas às suas margens. Com o correr do tempo, o delta do rio provavelmente ganhou território sobre o Golfo Pérsico. A linha da costa moveu-se para o sul, e lagoas e estuários do passado transformaram-se em terra em nossos dias. A cidade de Eridu, lar do deus das águas doces, da sabedoria e da mágica, Enki (sumério) ou Ea em acádio, estava situada junto a uma lagoa perto do mar e era afamada por seu porto.

A mudança no curso dos muitos braços do rio teve grandes conseqüências no passado. Um problema ao norte das planícies do sul podia secar muitos braços de rio e incapacitar o sistema de irrigação. Muitas cidades sumérias guerrearam por este motivo.

Delta do Eufrates x delta do Nilo: O Eufrates atinge seus níveis de água mais elevados ao final de Março até o começo de Maio, seguido em algumas semanas pelo Tigre. Em ambos os casos os grãos já estão crescendo alto nos campos. A enchente do rio apenas pode ser usada para agricultura quando os campos estão protegidos por um sistema de barragens, diques e canais. Este aspecto contrasta com o Nilo no Egito. As águas altas do Nilo são resultado das monções de verão da África Central, que atingem seus níveis mais elevados em Setembro-Outubro. O Nilo fertiliza a terra no outono e os grãos podem crescer no início da primavera, quando ocorrem as cheias. Além do mais, o Nilo, alimentado por outros rios ao longo de uma grande superfície, tem um fluxo mais constante e carrega mais sais solúveis e limo para o mar. O Eufrates é mais propenso à salinização do que o Nilo.

Irrigação: O sistema de irrigação foi testado desde tempos muito antigos, ou seja a cerca de 6000 ANTES DA NOSSA ERA. Através de um sistema de diques, barragens e canais, a precipitação das regiões montanhosas do Norte podia ser usada no Sul. Isto exigia um alto grau de organização da sociedade e esforços coletivos para a construção, manutenção, supervisão e ajustes na rede de irrigação. Aguação em demasia e secas limitadas podiam causar quebras no solo e problemas ecológicos sérios. A mudança no fluxo dos rios e a irrigação propriciaram a formação de vilas e cidades. Nosso conhecimento da história da irrigação nesta região, porém, é limitado, devido a dificuldade em se datar as águas e como elas trabalham a terra.

2. CLIMA E MEIO AMBIENTE

Tendo em vista a forma da distribuição do clima e vegetação no Oriente Próximo (quase ausência de chuvas nas regiões desérticas centrais e elevada precipitação nas montanhas que limitam as regiões centrais), a área é chamada de crescente fértil. Por medições com carbono ativo, sabe-se que houve longos períodos de seca afetando a região de 3200-2900, 2350-2000 e a cerca de 1300 ANTES DA NOSSA ERA.

Agricultura: Após 8000 ANTES DA NOSSA ERA o meio ambiente do Oriente Próximo tornou-se substancialmente mais atraente para aglomerados humanos. Atlântico é o período no qual a agricultura se desenvolveu no Oriente Próximo, ao redor do Nilo no Egito e no Vale Hindu na Índia. O uso da agricultura expandiu-se gradualmente para o Norte e o Oeste. O Atlântico foi seguido de um clima de baixas temperaturas e precipitação. Um dos períodos relativamente frios e secos (4000-3000 ANTES DA NOSSA ERA) coincide com a expansão de cidades na Mesopotâmia e a fundação da dinastia egípcia.

3. POVOS

Dois grupos culturais formam os principais elementos na população da Mesopotâmia antes do começo da história e no milênio seguinte (o Terceiro Milênio ANTES DA NOSSA ERA). Estes grupos são os Sumérios e os Acádios. Os dois povos viviam pacificamente juntos e cresceram em simbiose e osmose um com o outro, criando as condições para uma civilização comum e organizada. As fontes mesopotâmicas em todos os períodos parecem estar isentas de estereótipos raciais e conflitos étnicos. Inimigos, tanto em termos de grupos como de indivíduos, podiam ser amaldiçoados e reabilitados, mas isto se aplica mais aos regentes de cidades vizinhas do que para alguém num território remoto.

Sumérios: O povo responsável pelos primeiros templos e palácios monumentais, pela fundação das primeiras cidades-estado e provavelmente pela invenção da escrita (tudo no período de 3100-3000 Antes da Nossa Era) são os Sumérios. Os primeiros sinais escritos são pictográficos, de modo que podem ser lidos em qualquer idioma e não se pode inferir de que idioma eles vieram especificamente. Um pictograma para flecha, por exemplo, quer dizer flecha em qualquer idioma, ex. è . Alguns séculos mais tarde, entretanto, estes sinais foram usados para representar valores fonéticos sumérios e palavras sumérias. O pictograma para uma flecha é agora usado para representar TI, a palavra suméria para flecha, e também para o som fonético TI em palavras não relacionadas com flecha. Portanto, em geral supõem-se que os sumérios foram também responsáveis pelos sinais pictográficos, ou possivelmente junto com (ou com grande influência) dos elamitas. Se os sumérios não são aqueles que na realidade inventaram a escrita, então no mínimo eles são responsáveis por rapidamente adotar e expandir a invenção da escrita para servir às suas necessidades de contabilidade (as primeiras tabelas são predominantemente de natureza econômica).

O nome Suméria é derivado do nome babilônico para Sul da Babilônia. Os sumérios chamavam seu país de ken.gi(r) `terra civilizada', seu idioma eme.gir e a si mesmos chamavam de sag.gi 6.ga `de cabeças escuras'. O idioma sumério não é semítico, sendo uma línguagem aglutinante, como finlandês e japonês. Ou seja, este termo é para uma tipologia de idiomas que contrasta com linguagens de inflexão, como os idiomas Indo-Europeus. Numa linguagem aglutinante (ou aglutinativa), as palavras do idioma são compostas por elos que se combinam entre si, em geral em seqüências bastante longas. Em idiomas de inflexão, o elemento básico (raiz) da palavra pode variar, daí ser chamado de inflexão.

Sumério não tem relação conhecida com qualquer outro idioma. Parece haver uma relação remota com os idiomas dravídicos (como o falado pelos Tamis no Sul da Índia). Há evidências de que idiomas dravídicos eram falados no Norte da ìndia, tendo sido deslocados pelos invasores Indo-Europeus ao redor de 1500 ANTES DA NOSSA ERA. O termo 'de cabeça escura' pode significar que os sumérios tenham sido um ramo daqueles que moram hoje no sul da Índia.

Invenções sumérias/Elamitas: os selos cilíndricos: Selos cilíndricos são pequenos cilindros de pedra (2-6 cm) esculpido com desenhos em entalhe. O cilindro era rolado sobre argila para marcar ou identificar tábuas de argila, envelopes, cerâmicas e tijolos. Seu uso coincide com o início do uso de tábuas escritas de argila ao final do Quarto Milênio até o final do primeiro milênio. Tais selos eram usados como assinatura, confirmação de recebimento, ou para marcar blocos de construção.

Pré-Sumérios : A origem dos sumérios é desconhecida. Sabe-se, porém, que os sumérios não foram o primeiro povo da Mesopotâmia. Não estão presentes registros deles antes de 4000 ANTES DA NOSSA ERA, mas na região já havia comunidades com alto nível de organisação. O princípio da agricultura não foi descoberto pelos sumérios. Isto fica evidente através das palavras dos próprios sumérios e do uso destas palavras com relação à domesticação de plantas e animais.

Acádios : (Semi-)nômades do Oriente Próximo. Mesmo na época em que grande parte da população da Mesopotâmia já era sedentária, grandes grupos de gente (nômades) estavam migrando ao mesmo tempo. Nômades vão de um lugar para o outro em busca de pastagens, movendo-se com as estações. Semi-nômades criam seus rebanhos nas proximidades de povoações, em geral exercendo comércio, trocando produtos por outros de fora e tendo todo tipo de interações. Esta característica ainda está prsente no Oriente Próximo de nossos dias. Nômades deixam poucos traços arqueológicos e são analfabetos, portanto não se sabe muito sobre eles por meios diretos. Entretanto, algumas descrições foram registradas pelos sumérios e mais tarde pelos acádios. Alguns destes (semi-)nomads, como indivíduos ou grupos, misturam-se com a população sedentária e tornam-se eles mesmos sedentários. Em termos de crise política ou econômica, eles podem fazer isto pela força, mas adaptam-se rapidamente à civilização corrente, assimilando inclusive o idioma. A influência crescente destas pessoas na sociedade pode ser medida pela mudança nos nomes pessoais. Algumas vezes os nomes são os únicos sinais remanescentes do idioma original. Em novas posições, estas pessoas em geral estimulam maior desenvolvimento cultura.

Acádios, que falavam um idioma semíticom, podem Ter estado presentes na Mesopotâmia desde os tempos da chegada dos sumérios, ou podem Ter-se difundido na região posteriormente. As culturas se misturaram e os dois povos passaram a viver em paz juntos. Nas tábuas de argila sumérias que datam de cerca de 2900-2800 ANTES DA NOSSA ERA encontradas em Fara, aparecem pela primeira vez nomes semíticos (acádios). Estas tábuas se referem aos nomes de reis da cidade de Kish. Kish está situada no Norte da Babilônia, onde, de acordo com a Lista dos Reis Sumérios " a realeza desceu novamente dos céus após o grande Dilúvio". Reis com nomes semitas são os primeiros a reinar sobre Kish depois do Grande Dilúvio. Eles começaram o primeiro período histórico, chamado o Período Dinástico Anterior.

Alguns séculos mais tarde, o primeiro rei acádio, chamado Sargão da Acádia reinou sobre um império que incluía grande parte da Mesopotâmia. Aparentemente, povos que falavam semítico tinham vivido por longo tempo entre os sumérios e gradualmente tornaram-se parte integrante da cultura suméria. Não sabemos muito sobre eles na primeira parte do Terceiro Milênio, porque o idioma erudito era o sumério.

Vizinhos:A Mesopotâmia não tem fronteiras naturais e é difícil de ser defendida. A influência dos países vizinhos é grande. Ao longo de toda história da região, contatos de comércio, baixa difusão de tribos estrangeiras e confrontos militares são uma constante.

Vizinhos no III Milênio

No Leste: Elamitas

No oeste: A cidade de Ebla - A descoberta da cidade de Ebla datada do III Milênio tomou a Assiriologia de surpresa. A extensão da cultura suméria no III Mil~enio não era conhecida, mas não se esperava que ela tivesse avançado tão longe na direção Oeste. Ebla está situada em Tell Mardikh a 65 km ao Sul de Alepo na Siria e parece Ter sido uma cultura urbana na metade do III Milênio no extremo Oeste da Mesopotâmia. O local mostra grandes monumentos, como palácio real e um rico arquivo de tábuas cuneiformes, que atestam uma nova linguagem semítica, chamada Eblaita, diferente e mesmo um pouco mais antiga do que Antigo Acádio.

O arquivo de Ebla tinha cerca de 2100 tábuas de argila, com textos sobre administração, letras, relatórios de estado, exercícios para o treinamento de escribas, , etc. Os textos mostram uma mistura complexa de sumério e empréstimos da tradição local. De ~2600-2350 ANTES DA NOSSA ERA boa parte da cultura suméria tinha sido assimilada pelos escribas de Ebla, que também usavam a escrita cuneiforme para seus relatos. O poder de Ebla dependia da hegemonia política sobre o território local, que envolvia centenas de povoações autônomas, citadas em tábuas administrativas do arquivo. São mencionados tributos em rebanhos (cerca de 6700 animais), lã e grandes quantidades de ouro e prata pagos a Mari, uma importante cidade do Eufrates Central, com quem Ebla deve Ter mantido uma relação de amizade (há relatos de troca de presentes). Conclui-se dos dados que Ebla deve Ter sido um ponto importante de comércio (situada emposição estratégica) entre rotas de comércio igualmente importantes.

Ebla foi incendiada a cerca de ~2350, provavelmente num conflito com Sargão de Acádia, o fundador do primeiro império mesopotâmico. Ela foi reconstruída e floreceu novamente durante o período da III Dinastia de Ur e num período que coincide com o Antigo Período Babilônico. Ela foi finalmente destruída por um rei hitita em ~1600 ANTES DA NOSSA ERA, permanecendo depois como uma pequena povoação.

4. ECONOMIA, COMÉRCIO E RECURSOS NATURAIS

As planícies aluviais da Mesopotâmia são perfeitas para elevada produção de alimentos. A economia era baseada na agricultura, principalmente no cultivo da cevada. A cevada era usada como meio de pagamento de salários e em rações diárias, sendo também utilizada como a base para a manufatura de uma bebida natural: a cerveja. Outros produtos eram o óleo (de linhaça, de gergelim), linho, trigo e hortigranjeiros. Rebanhos de ovelhas e cabras pastavam nos campos fora da estação. O gado pastava quando havia água suficiente. A produção de lã era extensa, e convertida em peças de tecido. O extremo sul da Mesopotâmia tinha economia diferente, baseada em tamareiras e na pesca.

Nenhum registro em pedra até o final da Idade da Pedra. A região carecia de recursos minerais e de madeiras, que são essenciais para a construção de grandes monumentos e prédios mais resistentes. Ao longo do tempo, os mesopotâmicos tiveram mais e mais necessidade destes materiais, que vinham de longe, ou das florestas do Líbano ou das montanhas do Irã moderno. Estas montanhas eram ricas em minerais, pedras e metais. O que um país não tem, deve tentar conseguir por outros meios, e estes são basicamente, tributo, pilhagem e comércio

Tributo e pilhagem: Há duas formas básicas para se obter os materiais que países necessitam: pela guerra ou comércio. Tais materiais são em geral exigidos como tributo ou tomados por pilhagem após uma expedição de militar. No Épico de Gilgamesh, o lendário rei de Uruk, conta que ele foi até as florestas do monstro Humbaba, e derrotando-o, conseguiu provavelmente a madeira para erguer as famosas muralhas de Uruk. Outro rei famoso, Lugalbanda, pedia por suas vitórias a troca de cereais por pedras preciosas.

Comércio: Expedições militares eram realizadas após a colheita, em geral em base anual em especial no Primeiro Milênio, quando os agricultores podiam tornar-se soldados. Minerais (cobre, estanho, prata, uma pedra preta chamada diorita, etc.) estavam disponíveis em áreas distantes, portanto as campanhas tinham de ser consideradas com muito cuidado para não serem dispendiosas ou deixarem cidades à mercê de outros inimigos. O comércio então começou a ser praticado. Em textos de cerca de 19000 Antes da Nossa Era, parece que o comércio começa a ser executado de forma profissional e capitalista, com negócios sendo realizados por embarcações ao longo do Eufrates e do Golfo Pérsico e caravanas regulares de burros seguindo até Anatólia (Turquia moderna).

Mercadorias. Além de cereais, os habitantes da Mesopotâmia tinham pouco a oferecer. Cereais eram exportados, mas pesados demais para serem carregados por burros por longas distâncias. Materiais importados de outros locais eram novamente exportados, tal qual o estanho, um importante metal para a manufatura do bronze, que provavelmente vinha naquela época do Afeganistão, e era exportado para Anatólia (Turquia), um grande centro da indústria de metais, onde as florestas eram abundantes para fazer funcionar fornalhas. Outras mercadorias eram as tâmaras, óleo de gergelim, e artesanato. A Babilônia tinha uma grande indústria de lanicultora. Peças de 4 a 4,5 metros eram transportadas às centenas a cerca de 1900 Antes da Nossa Era.

Pesquisa: Extraída e Adaptada da Internet- http://pt.shvoong.com/humanities/archeology-http://www.angelfire.com/me/babiloniabrasil/1hist.html
Ilustração: Joseval Oliveira

Um comentário:

Pastor Jônatas Martins Lopes disse...

Melhor comentário que encontrei até aqui. Parabens. Pr Jônatas.

Arquivos do Blog

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...